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No final do mês passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou mais um relatório, desta vez sobre impactos, vulnerabilidades e adaptação que os países terão de fazer para conseguirem se conformar com o cenário de emergência climática que deve se agravar nos próximos anos. Segundo Ricardo Esparta, Chief Scientific Officer da BlockC, o texto evidencia a importância de se falar em justiça climática – considerando que países mais ricos são historicamente mais responsáveis pelas emissões, e terão maiores condições econômicas de se adaptarem ao novo contexto. 

Além disso, para o especialista da BlockC, o documento também mostra que as empresas precisam saber como se adaptar a essa nova realidade caso queiram sobreviver.

“Quando se fala em sustentabilidade, as pessoas tendem a pensar num conceito ambiental, mas ele também é social e econômico. Quem não se adaptar à nova economia de baixo carbono vai ter problemas de reputação, seus produtos passarão a ser mais caros e serão penalizados. Ao me preparar para uma economia de baixo carbono, estarei me preparando para a sobrevivência”, resume Esparta.

O relatório que o IPCC lançou no final de fevereiro coloca o Brasil entre os países “altamente expostos” à mudança do clima. Fatores como a pobreza, desigualdade, alta densidade populacional e mudanças do uso da terra, com o desmatamento e a degradação do solo no país sustentam a posição do painel. 

Para elaborar o relatório de mudanças climáticas que está em sua sexta edição, o IPCC reúne cientistas voluntários para lerem e agregarem resultados de milhares de pesquisas científicas reconhecidas no ambiente acadêmico. O relatório final, que chega a ter mais de 2 mil páginas, é reduzido em um documento sintético de cerca de 300 páginas e num índice para formuladores de políticas públicas, com cerca de 40 páginas. O objetivo do documento é orientar a tomada de decisão e preparação dos países para este futuro cenário global.

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